terça-feira, 14 de abril de 2009

Lua cheia
E a passagem
É cada vez mais estreita
Acossado como bicho
De meu, só possuo os instintos febris
A clamarem,
A me impelirem, ao menos
Ao subviver

Tudo está assim.
Olho ao redor
E percebo
Sinto o odor,
O sentido, tato pegajoso
De meus irmaos de espécie
Minguarem
Inexorável mente
Um pontoNo infinito que antes fors
Só nos resta, procurar coragem
Mas o conforto,
Apazigua nossa pressa

disfarçados em peles de seda
em ações de pelica
Emplumados como pavões,
Crescentes em reticências
Para que assim esqueceçamos nossa
Verdadeira forma
Aumentamos aquilo que nunca seremos
Ego em cheia.
Balão lotado de ar
Frágil e suntuoso,
Explodirá?

Com olhos brilhantes
Aguardaremos a nova
(invisível prisão)
Rotina
Fase a fase
De acalantos de ninar
A gemidos de um suposto prazer
Retidos estaremos
Em ações governadas

Quem sabe
Não reste ainda
O reflexo de uma estrela fugidia
Pelo esplendoroso céu
Que antes,fomosUma baça lembrança
Terá que me contentar
Até a próxima maré

3 comentários:

Mars Elle disse...

E uma vaia para os atingíveis da publicidade!^^

Muito bom!

Radaroff disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Radaroff disse...

momento de reflexao diante de algo tão maravilhoso que é o luar. a lua traz muito mais que apenas sonhos e beleza...nos tras inspiracao de acreditar que ainda há algo em perfeito equilibrio